Sou abelha sem o pólen da flor,
sou planta sem água e calor,
sou locomotiva sem óleo e vapor,
sou um miserável sem o seu amor.
Sou pássaro ferido e sem ninho,
sou flor sem pétalas, sou espinho,
sou um perdido sem rumo e caminho,
sou um mendigo sem o seu carinho.
Sou um deserto imenso a arder,
sou arco-íris sem sol e sem chover,
sou pedra, sem vontade nem querer,
eu não sou nada sem seu amor Ter.
Autor:
Lupércio Mundim
E-Mail: lupercio@cultura.com.br
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