
Como posso dormir
sem seu calor
se a minha cama dura e fria insiste
em me acordar e, sem pesar, desiste
de me acolher longe de ti, amor?
Caminho pela casa sem pavor
buscando algum carinho, embora triste
querendo ao menos apagar teu chiste,
a tentar esquecer aquela dor.
Mas afinal, pelo sono sou vencido
e, enquanto dura de meu sonho o encanto
possuo tudo aquilo que é querido.
Logo amanhece o dia e me levanto,
e tudo o que era meu ficou perdido.
Resta somente o eco do meu pranto.
Autor:
Lupércio Mundim
E-Mail: lupercio@cultura.com.br
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