SONHO
PERDIDO
Num
só ato calculado,
sem crime e sem sangue,
você rasgou meu coração
que tombou despedaçado na rua.

Meu corpo se estremeceu
com o impacto do golpe,
apesar de todo o seu cuidado
um punhal não me feriria tanto.

Fiquei ali sentado no carro
por uma eternidade inteira,
nos despedimos e você foi embora
mas não acreditava no que acontecera.

Ouvi os ecos dos nossos risos,
vi cada sorriso que você me deu,
senti seus beijos e carícias
que, perdidos, não os receberei jamais.

Me lembrei de tudo que conversamos,
de tantas promessas e juras de amor,
dos planos de lindos passeios e viagens
que agora são ecos de um sonho perdido.
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Autor:
Lupércio Mundim
E-Mail: lupercio@cultura.com.br
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