SABOR DE HORTELÃ


Passeávamos de mãos dadas
na bela praça de Araguari,
enquanto não chegava a hora
de almoçar em casa de amigos.


A fome já nos atormentava
porque tínhamos saído bem cedo
para viajar, sem tomar nem o café
e já passavam das quatorze horas.


De repente enfiei a mão no bolso
e encontrei uma bala de hortelã,
era apenas uma e resolvemos
não dividi-la e chupá-la juntos.


Começamos a passar a balinha
de boca a boca com as línguas,
com gostosos beijos nos intervalos
e até nos esquecemos da fome...





Autor: Lupércio Mundim
E-Mail: lupercio@cultura.com.br

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