
O caminho da estação,
que marcou a nossa infância,
nos deixou a sensação
que o amor supera a distância.
Com os olhos inundados
e o coração ressecado,
com você, de braços dados,
troquei o último recado.
Já apitando o maquinista,
o último passageiro chamando,
e eu na porta como um equilibrista,
a sua boca loucamente beijando.
Arranca o trem, fumaça soltando,
muitas vezes voltarei para essa cidade,
seu rosto vai ficando distante, chorando,
sinto que nos amaremos toda a eternidade.
  
Autor:
Lupércio Mundim
E-Mail:
lupercio@cultura.com.br
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