Seguia seus passos
pelas crateras da lua
disformemente refletidas
na cerâmica da varanda.
Mas não ligava para a lua
que pisoteada e desprezada
expremia no doce luar
toda sua mágoa e dor.
Minha atenção se prendia
a seu jovem e belo corpo
que aquele vestido realçava
e que já me enlouquecia.
Logo nos sentamos no jardim
e começamos a nos beijar
como se no dia seguinte
os amantes fossem proibidos de amar
Autor: Lupércio Mundim
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